O Som Que Ficou
“O Som Que Ficou” é uma história sobre o diálogo entre o corpo, o tempo e a música.
A mulher, cercada por objetos velhos, toca o pandeiro como quem desperta lembranças.
O som desaparece, o corpo se entrega ao silêncio, e o olhar se ergue em busca de algo que não está mais ali — talvez o próprio som, talvez a memória.
1. “O Eco” . A mulher está de pé, de lado, próxima da estante cheia de objetos antigos. Segura o pandeiro e toca levemente. O espaço é caótico: móveis velhos, cadeiras quebradas e reflexos de vidro.
O pandeiro é memória e resistência; o ambiente é o tempo que já passou.
2. “O Cansaço” . Agora ela está sentada, o braço apoiado em uma cadeira, o olhar voltado um pouquinho para a direita — expressão triste, introspectiva.
O olhar perdido indica a consciência da perda. O corpo curvado mostra o cansaço emocional.
3. “O Céu do Vidro” . A mulher está com uma mão na cabeça e o rosto voltado para o alto, como se buscasse algo além do teto de vidro. Parte do pandeiro ainda aparece.
O gesto para o alto sugere oração ou despedida; o vidro e a luz remetem à transcendência.