Histórias na Esplanada

“Histórias na Esplanada” é uma crônica visual sobre o poder da arte em espaços públicos. Entre o silêncio das paredes da Biblioteca Nacional e o ruído dos carros na Esplanada, a arte se infiltra, leve e espontânea, transformando o cotidiano em espetáculo. O artista e as crianças lembram que a imaginação é o verdadeiro patrimônio coletivo — viva, aberta e gratuita.

1. “O Silêncio da Biblioteca” ( início da narrativa) A lateral da Biblioteca Nacional de Brasília domina o quadro. O nome da instituição se lê mesmo à sombra. Um homem está encostado na parede, imóvel. Refletidos no vidro, vê-se um grupo de jovens sentados no chão — o encontro entre o prédio do conhecimento e as pessoas que o cercam.
A biblioteca representa o conhecimento formal; os jovens, o saber vivido. O homem solitário é o elo entre ambos.

2. “O Riso do Artista” ( meio da narrativa) Um grupo de amigos está sentado em um banco de concreto. Um deles toca violão. Diante deles, um artista — homem vestido como mulher — gesticula, acompanhado por duas crianças fantasiadas de magos. Todos riem e observam, enquanto carros passam ao fundo na Esplanada.
A arte rompe o cotidiano e une o diverso. O artista de vestido simboliza o lúdico e a quebra das normas. As crianças representam a imaginação e a continuidade da cultura.

3. “O Doce e o Encanto” ( desfecho) O artista, ainda com vestido e as duas crianças vestidas de magos, posa juntos. À frente, um vendedor ambulante de doces observa a cena, com uma bacia cheia de guloseimas ao lado. O gesto do artista é teatral, o peito estufado, o sorriso aberto. 
O vendedor de doces representa a vida real e o sustento; o artista e as crianças, o sonho e a imaginação.

 

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