Entre Telas e Silêncios

“Entre Telas e Silêncios” é uma pequena história sobre o tempo dentro de um quarto. Entre o papel, a tela e o gato, a jovem atravessa três estados de presença: concentração, imersão e afeto. A granulação e o ruído das imagens tornam o cotidiano mais palpável — como se o tempo pudesse ser tocado, filmado e sentido.

1. “A Leitura Silenciosa” ( início da narrativa) A jovem está deitada na cama de lençol branco, o corpo relaxado, o olhar concentrado em uma folha que segura com as mãos. Ao lado, o controle da TV e o celular descansam sobre o lençol — como se o mundo digital tivesse pausado por um instante.
Função narrativa: Introdução — o momento de calma e introspecção.
A folha representa o contato com o real, o analógico, em contraste com os aparelhos ao redor.

2.“ O Mundo na Tela” (meio da narrativa) A mesma jovem, agora sentada de pernas cruzadas sobre a cama, observa o notebook aberto à sua frente. A mão esquerda cobre a boca — um gesto de reflexão, atenção ou leve ansiedade.
O ambiente continua suave e silencioso, iluminado por tons claros e granulados. Função narrativa: Transição — o instante de imersão digital e expectativa.
O notebook é o portal para outro mundo — o da informação, da distração, do desejo.

3. 
“O Pequeno Sopro” (desfecho) A jovem permanece na cama, mas agora sorri. Um gato caminha próximo a ela, e o olhar dela segue o animal com ternura.
O ambiente não muda — é o mesmo quarto —, mas o instante se transforma: o digital e o humano se encontram num gesto simples.
Função narrativa: Conclusão — o retorno à sensibilidade e ao presente.
O gato representa o toque da vida real, o afeto que rompe o isolamento. O sorriso é a reaproximação da emoção.
 

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