Luz Ancestral

Luz Ancestral” narra o percurso da mulher negra como corpo-sagrado, que dança entre escuridão e luz. Do chamado ancestral , passa pelo transe de comunhão e chega ao voo libertador  A cor, o gesto e a luz constroem um rito visual de memória, resistência e renascimento.


1.  “O Chamado” ( início da narrativa) No palco escuro iluminado por luz azul, uma mulher de cabelos cacheados veste um vestido e capa brancos. Segura dois leques de seda de bambu abertos, com os braços estendidos. Seu olhar é direto para a câmera. Função narrativa: Abertura — a presença se anuncia.
A personagem invoca sua força e ancestralidade.
Simbologia: O branco remete à pureza e espiritualidade; o azul à calma e à ancestralidade aquática (Oxum, Iemanjá).

2. “O Transe” (meio da narrativa) Com os braços erguidos acima da cabeça, a mulher cobre o rosto com os leques. A iluminação é neutra, quase branca. Função narrativa: Transição — o corpo entra no estado de transe, o gesto se torna ritual.
Simbologia: A ocultação do rosto indica a entrega ao sagrado. A luz neutra sugere purificação e passagem entre mundos.

3. 
“O Voo” ( desfecho) A dançarina está de costas, sem os leques, com os braços abertos e a capa branca iluminada por pequenas luzes, como asas em expansão. Função narrativa: Conclusão — a libertação, o renascimento pela dança. Simbologia: A mulher torna-se ave, espírito, símbolo de ascensão e luz. As luzes na capa evocam constelações e a energia ancestral.

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