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Vlogger DF - Clotilde Chaparro
Clotilde Chaparro Rocha, a Clô, é nascida na cidade de São Paulo (SP), no bairro do Tatuapé, onde se passa este drama/romance. Formada em Direito pelo USP (Faculdade do Largo São Francisco), tornou-se Auditora Fiscal do Trabalho/Ministério do Trabalho (hoje aposentada), ocupando várias funções, inclusive de nível nacional. Atualmente atua na advocacia. Quando adolescente e jovem, ganhou concursos literários, e escreveu num jornal local durante três anos a “Página da Mulher”. Depois suspendeu suas atividades culturais/artísticas por trabalhar o dia inteiro e fazer faculdade à noite, e posteriormente ter casado, tornado-se mãe de dois filhos e labutando fora do lar (fórum e Ministério do Trabalho). Durante décadas não houve tempo disponível. Em 1980 mudou-se para Brasília, radicando-se permanentemente. Hoje ama muito a nossa capital federal. O mesmo sentimento ainda tem pela cidade em que nasceu. Agora retorna, ou melhor, inicia esta nova fase. Tanto tempo se passou, que não poderia ser considerada uma continuação. Ela escreveu inicialmente o romance Duzinda, porém sentiu uma grande inibição em publicá-lo. Felizmente a família (marido e filhos em especial), parentes, amigos e a própria editora a encorajaram tanto, que aconteceu o presente livro. Esta obra foi considerada de “Mérito Cultural” pelo Conselho Cultural do GDF. Por isso o Fundo de Arte e Cultura, da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal, subsidiou integralmente a edição dos primeiros 1.000 exemplares. Atualmente o livro está na 2ª edição. Posteriormente foi traduzido para o espanhol e lançado na 29ª Feira del Libro de Buenos Aires, Argentina, no stand da Embaixada do Brasil, em 01.05.2003, e também traduzido em inglês e lançado na Miami Book Fair, em Miami, USA, no stand do Consulado do Brasil, em 13.11.2004. “Duzinda” é um romance de ficção. Acontece nas décadas de 30 e 40, num bairro classe média da cidade de São Paulo. O esqueleto do drama se passou realmente, mas o “recheio” é imaginário. Para criar, a autora baseou-se em casos que escutou durante sua vida. Poderia se passar em qualquer estado do Brasil, quiçá do mundo. Aliás estão acontecendo hoje fatos semelhantes, tanto em bairros de luxo como na periferia pobre. Trata-se de uma história que aborda os “pequenos” maus-tratos e abusos que sofre a mulher comum, no seu cotidiano. Isso vai lhe tirando a dignidade. A intenção é que a mulher, ao ler este livro, perceba, de maneira sutil, como também a sua vida pode estar sendo atingida. Muitas talvez não consigam fazer nada, porém, como dizem os psicólogos, ter consciência do problema, já é um passo muito importante. Há também uma personagem, a Iolanda, que é uma mulher forte e lutadora. Na comparação das duas é que a autora tenta passar a mensagem positiva. Foi escolhida a saga dessa jovem, a Duzinda, pois apesar da mesma ter vivido a tanto tempo atrás, porque as pessoas que conviveram com ela, ainda se lembram muito de todo o episódio. Dela e da Iolanda, a outra personagem. Também porque, a todas as mulheres que ela passa esta história – sobre os aludidos abusos e maus-tratos – se comovem muito. Mesmo aquelas que aparentemente nada têm a ver, desde a mais intelectualizada até aquela de poucas letras. Dizem se lembrar de uma parente, de uma vizinha… O livro O Ministério do Absurdo também ganhou o Mérito Cultural do Conselho Cultural do GDF, portanto o Fundo de Arte e Cultura, da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal também subsistiu a primeira edição. Este romance trata de uma história fictícia. Totalmente fictícia. Ao escrevê-lo, baseou-se em alguns fatos e algumas pessoas da vida real. Entretanto genericamente. O Ministério do Absurdo também é totalmente fictício, não se parecendo com nenhum lugar do serviço público em que trabalhou. Foram criados para poder movimentar os personagens que circulam na narrativa. Como o Mabs não existe, ficou bem fácil colocar as pessoas.Infelizmente em todo órgão do governo existe uma série de absurdos. E também nas empresas particulares. Nestas, se houver, há uma grande possibilidade de vir à falência. É a única diferença. Existem ainda nos órgãos de comunicação e outros segmentos. Como o tema é poder, a novela foi colocada junto ao serviço público, porém esta poderá acontecer — e acontece — em empresas privadas. Principalmente as grandes. As histórias do Mabs infelizmente existem no Brasil e também no exterior. Sei disso por relatos que escutei de pessoas que trabalharam fora de nossas fronteiras, inclusive no serviço público de lá. Este livro deve ser lido por todos de fora que vierem trabalhar em Brasília. Ou no serviço público em geral. Também de ser lido por quem sofreu algum absurdo na administração do governo ou na vida profissional.
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